sábado, 23 de maio de 2015

Somos fogo e água. Temos que escolher um só?

O ser humano tem a mania de classificar tudo, como se isso resolvesse todos os problemas do Universo. É só dividir em bom e mau, legal e chato, bonito e feio, verdadeiro e falso e tudo está resolvido, certo? Errado. Não é tão simples assim.

O homem é um ser complexo, que está sempre em transformação, e por isso classificá-los é limitá-los em suas infinitas possibilidades. Ninguém é só Jesus e, nem tão pouco, só Judas. Todo mundo tem um pouco de Madre Tereza e Maria Madalena. Porque eu tenho que ser só a Branca de Neve, se eu também posso ser os sete anões, com as suas diversas personalidades?

Viver conforme o ambiente, agindo das mais diferentes maneiras, se adaptando ao meio, não é ser falso, é ser inteligente, desde que não perca a sua ESSÊNCIA. É preciso dançar no ritmo da música; seja samba, bolero ou funk. O que não pode é ficar parado. As pessoas que não aprendem a dançar ou insistem em bailar um ritmo só, sai da pista mais cedo e ainda culpa o DJ pelo fracasso da noite.

"Não gosto do fulano porque ele é falso." "Adoro ciclana porque ela é legal." "Eu não vou com a cara de beltrana porque nosso santo não bateu." É serio que você distingue as suas amizades só por causa disso? Se a resposta for sim, é melhor repensar nos seus conceitos, porque NINGUÉM é uma coisa só. Ou você acha que só tem coisas boas dentro de si?

O segredo é não criar expectativas em relação ao outro. Porque a expectativa é aquilo que eu gostaria que a pessoa fosse ou que fizesse e não aquilo que a pessoa realmente é. Nem todo mundo é só bom ou só mal. Somos um caldeirão de coisas negativas e positivas, o que é bastante relativo, dependendo da visão de quem olha.

 As pessoas que mais gostamos, em algum momento, vão nos decepcionar, pois esperamos muito delas. E aí, você vai julgar a pessoa só por essa atitude, ao invés de  analisar o contexto como um todo?

Somos o que queremos. Liberte-se!!!

sábado, 16 de maio de 2015

O preconceito de cada dia. Amém.


Você acha que em nossas vidas ainda existe preconceito?

Eu sinceramente gostaria de dizer que a vida é igual a uma peça de teatro, que tudo dá certo no final,  que as cortinas se fecham e todos são felizes pra sempre. FIM.

Fim? Hã? Por que? O preconceito acabou? Não, meus caros, ele só foi repaginado. Sabe quando vc é convidado pra uma festa chique e antes vai no cabelereiro fazer unha, o penteado, sobrancelha, massagem, depilação holandesa e yoga, e sai deslumbrante? Pois bem, o preconceito está assim, escondido dentro de uma bolsa Luis Vitton falsificada.

Tem frases preconceituosas que hj em dia me incomodam muito como:  “Tá na bíblia: Deus fez o homem e a mulher.”, “Homem não chora.”, “Fulano foi pro lado errado da vida pq quis”. “os negros tem preconceito dos próprios negros”, “Eu não tenho preconceito, mas dois homens se beijando no shopping é um absurdo. O q vou explicar pros meus filhos?”, “Vai tomar no cu” (como se não fosse bom). De boa, o mundo pedindo SOCORRO e tem gente preocupado em quem dá a bunda???

Sem contar nas mortes que ocorrem por não aceitarem o diferente. Será que é tão diferente assim? O que tem de mim no outro que eu rejeito tanto? Porque o afeto afeta tanto? O que as pessoas escondem dentro de si que faz com que tenha a necessidade de julgar?

O grande Albert Einstein uma vez disse: ”Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é viver como se os milagres não existissem.  A segunda é vivê-las como se tudo fosse milagre.” Eu escolhi viver a segunda maneira . E que a vida seja leve!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Amor líquido: evolução ou retrocesso?



A frase “Até que a morte os separe”, falado em alto e bom som em cerimônias de casamentos, simbolizando o amor idealizado, nunca esteve tão fora de moda nos dias atuais.

Estamos na era da comunicação instantânea, onde recebemos grandes quantidades de informações a todo o momento e essa globalização dos fatos em tempo real faz com que não se tenha uma base sólida, porque o que é considerado “certo” agora, daqui a cinco minutos já se tornou ultrapassado.

Essa dinâmica veloz do aqui/agora é consequentemente transferida para as nossas relações. Antigamente o amor era construído com o tempo, com a cumplicidade e com a tolerância. Atualmente, se uma relação não está da maneira que se deseja, porque tentar consertar, se o mundo mostra mil outras possibilidades batendo a nossa porta?

A busca incessante de sempre querer relacionamentos personalizados, faz com que as relações não sejam duradouras, e com o tempo faz com que se tenta maior dificuldade de criar vínculos. Se pudesse resumir em uma palavra a razão desse troca-troca afetivo, seria MEDO. O medo de se comprometer, o medo da frustração, o medo da entrega, o medo do desconhecido, o medo, o medo, o medo.  A realidade nos permite fugir da consolidação das relações pela porta de entrada e ainda faz com que pensemos que somos fortes, mas isso explicita ainda mais a nossa fragilidade.

A tecnologia desenfreada que nos vomita informações a cada segundo poderia ser vista como evolução, se usássemos de forma consciente a nosso favor e não como espelho a ser seguido em nossas relações.  Relacionar-se é como pegar um trem sem destino definido, sem a certeza que encontrará alguém que valha a pena. Se por acaso não encontrar, a viagem não estará perdida, pois o caminho é mais importante que o fim.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sou à favor da "redução da vergonha na cara" política!!!

Está um blábláblá sobre o tema da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Visivilmente a maioria da população é a favor da diminuição da maioridade. Será que isso resolveria, de fato, a violência em nosso país? Seguem alguns questionamentos:

- Menos de 1% dos crimes são praticados por menores de 18 anos. Será que a aprovação dessa lei vai fazer "cosquinha" na tão sonhada paz universal?

- O Brasil é um dos países com mais presos mantidos em cadeias, ocorrendo a SUPERLOTAÇÃO (que é tão bem explorada nos programas como do Datena, entre outros). Onde colocaríamos esses adolescentes? O país tem estrutura?

- A maioria da população que é a favor da redução da maioridade para 16 anos acredita que as cadeias não reeducam, falando que os "bandidos" saem até piores do que entraram. Ué, se vai ficar pior, então porque mandar os adolescentes para esses lugares? Há uma contradição aí.

- Outro argumento utilizado é que os menores de 16/17 anos são usados por bandidos "maiores" para que os mesmos cometam crime por eles, já que não vão para a cadeia. Se a maioridade penal diminuir para 16 anos, o que garante que crianças de 14/15 anos não sejam manipuladas por bandidos para cometer crimes?

É claro que a violência no Brasil está cada dia mais alarmante, mas não seria mais inteligente combater a CAUSA do que a CONSEQUÊNCIA? Se não for corrigido esse problema no alicerce, a casa vai desmoronar e daqui a pouco teremos mais presídios do que escolas.

A solução está na EDUCACÃO, mas em um país onde os professores tem que entrar em greve e ir às ruas para protestar por condições dignas de trabalho, o que se pode esperar? Mas isso é história pra outro post...

terça-feira, 17 de março de 2015

Quem é você?


Você já parou pra pensar a seguinte questão: o mundo em que vivemos é mesmo real? E diante desta perspectiva (tanto quanto perturbadora), já se perguntou: Quem realmente somos?

Vivemos em uma vida de condicionamentos, onde sempre fazemos as mesmas coisas, ouvimos a mesma música, pedimos sempre o mesmo corte de cabelo, o mesmo sabor de sorvete, o mesmo perfume, a mesma pessoa idealizada, o mesmo, o mesmo e o mesmo. Esquecemos que o “mesmo” nos empobrece,
emburrece, aliena e nos limita. Será que essa percepção de que temos tudo sobre controle é realmente real? Ou será que é vazio?

Conforme já foi comprovado em pesquisas, o que é processado pela nossa mente é o mínimo de informação que chega até nós, ou seja, a realidade que temos como “certa” não é baseada em tudo que existe a nossa volta e por isso pode ser relativa. Se tudo é construído o tempo todo, então como sabemos que o que vivemos é verdade?

Algumas teorias afirmam que “as pessoas são responsáveis pelos seus próprios atos”, ou seja, o interior da pessoa afeta a sua própria realidade. O desejo e a intenção do indivíduo é que faz as coisas acontecerem a sua volta, onde tudo é conectado. Então a ideia de colocar as glórias e culpas em algo externo, como em um “Deus”, apesar de ser reconfortante, torna-se equivocada. É como brigar com o padeiro pela sua dor de barriga depois de comer oito pães. Não tem lógica.

A frase “Você é o que você pensa” nunca foi tão assertiva. Então, para mudar a realidade a sua volta, é preciso que haja uma transformação interna; abandonar o antigo “eu” e se “jogar” em um mundo de descobertas e questionamentos. Talvez essa busca não alcance nem a ponta do iceberg da verdade, mas como a verdade é subjetiva e construída, se acontecer a mudança de olhar e de percepção do mundo, já é um grande feito para a própria existência evolutiva.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Tem silêncio que é uma benção!!!

Na minha adolescência, quando a gente passava dos limites, sempre tinha um adulto que soltava a seguinte frase: "Não confunda liberdade com libertinagem".  Apesar de nem saber direito o que era libertinagem, essa fala causava um certo efeito de sabedoria.

Atualmente quem anda confundindo o significado de liberdade são os adultos. Talvez por ignorância, hipocrisia ou pura falta de interpretação de texto, estão supondo que liberdade de expressão é falar o que quiser, custe o que custar. Pode até ser que seja isso mesmo, mas a consequência do que se fala nem sempre vem junto, incentivando a disseminação de ideias carregadas de preconceito e ódio.

Tenho saudades da época em que o único discurso que me irritava era do carro de som que passava na minha rua, gritando no megafone centenas de vezes as mesmas frases: "Olha a PAMONHAAA!!! Pamonha de Piracicaba. O puro creme do milho." Agora sou obrigado a escutar estrumes humanos vomitando frases como "mulher merece ser estuprada" ou "aparelho excretor não gera filho". Aonde vamos parar???

O mais triste desses discursos é que, junto deles, tem uma parcela da população que realmente acredita nisso ou que é indiferente a esse pensamento de discriminação que é cuspido em nossas caras. São os verdadeiros "caras de paisagem". Não me afetou, então faço "cara de paisagem". Não mexeu comigo, então "faço cara de paisagem". Mal sabem que, direta ou indiretamente, isso afeta todo mundo, porque o espirro do outros sempre acaba respingando no nosso prato.

Eu não preciso ser mulher para lutar contra o machismo. Não preciso ser gay para gritar por direitos iguais. Não preciso ser negro para tentar combater o racismo. O que precisamos mesmo é ser seres humanos HUMANIZADOS, para entender que o que afeta o outro, também me afeta. Simples assim.


sábado, 25 de outubro de 2014

O jeito é votar em quem fede menos.

A frase "se correr o bicho pega e se ficar o bicho come" nunca foi tão assertiva como no cenário atual. Todo mundo já passou algum momento na vida onde se viu sem saída, onde qualquer decisão tomada seria prejudicial. Pois é. Estamos na véspera da eleição presidencial que vai decidir quem vai nos governar nos próximos 4 anos e as opções de candidatos são desmotivadoras. Dilma e Aécio: tudo farinha do mesmo saco.

É triste não poder votar conforme sua ideologia, já que nenhum dos dois candidatos e partidos te representa. O que fazer neste caso? Votar nulo, jogando a batata quente pra outras mãos? Porque se eu decidir anular e o bicho pegar, posso depois me justificar afirmando que a escolha não foi minha, sendo um tanto quanto cômodo. Ou não. Até votar nulo pode ser ideológico, desde que saiba conscientemente o que está fazendo.

Eu decidi votar no menos pior. Naquele candidato que, apesar de todas as cagadas realizadas por seu partido, ainda constam alguns pontinhos a favor que, numa situação dessas, não podem ser ignorados. Li outro dia no facebook a seguinte frase: "entre Dilma e Aécio, eu prefiro pedir desculpas pros índios e devolver o Brasil." Já que isso não é possível e a morte é inevitável, então melhor irmos pro abate com a certeza de que fizemos o melhor, até tentar achar uma luz no fim do túnel. O pior é quando essa luz do fim do túnel é a luz do trem que vem em nossa direção pra nos estraçalhar.

Eu não estou aqui pra pedir o seu voto e nem elogiar esse ou aquele candidato. Muito menos quero que você vote em quem eu vou votar. O que gostaria de pedir, encarecidamente, é que pense antes de votar. Não seja um boneco de fantoche caindo na manipulação da mídia. Não acredite em tudo o que você ouve por aí e nem fique papagaiando opiniões de senso comum sem ao menos pesquisar antes. Não ignore a memória política de nosso país e questione tudo.

A disputa está acirrada e seu voto pode fazer a diferença. O Brasil conta com você!!!